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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O dia em que tudo mudou

Por: Jonalismo Porto Net (JPN)

O dia em que tudo mudou

Com a revolução de Abril, a igualdade de direitos entre homens e mulheres é finalmente consagrada na Constituição

“Foi espantoso o irromper das capacidades das mulheres. Foi tipo «garrafa de champanhe». Começámos a ver as mulheres nas comissões de moradores, a intervir nas ruas, nas fábricas, de uma maneira quase espontânea, porque realmente estava tudo guardado dentro das pessoas”, conta Maria José Ribeiro. Mas o que é que o 25 de Abril trouxe às mulheres? Esta defensora da igualdade responde: “O 25 de Abril trouxe a liberdade, mas às mulheres trouxe algo mais: trouxe os direitos que antes nos eram vedados”.
Com a revolução dos cravos é adoptada uma nova Constituição, que entraria em vigor no dia 2 de Abril de 1976, e que consagrou, no artigo 13º, o princípio da Igualdade: “Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a Lei” e “ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social”.
Ana Maria Mesquita, da União dos Sindicatos do Porto e do Movimento Democrático das Mulheres, considera que esta foi uma mudança fundamental na situação das mulheres portuguesas. “Costumo dizer que as mulheres portuguesas foram quem mais lucrou com o 25 de Abril porque, principalmente as mais velhas, viviam numa situação completamente sem direitos. Eram um ser humano de segunda categoria e o 25 de Abril coloca-as ao nível dos outros. O 25 de Abril foi absolutamente fundamental, porque as mulheres passaram a ser muito mais respeitadas”.
Com o princípio da Igualdade consagrado na Lei, as mulheres portuguesas vêm, então, alguns dos direitos que antes lhes eram vedados, serem finalmente reconhecidos. E algumas das portas que antes estavam trancadas a sete chaves, são finalmente abertas ao sexo feminino. Isabel Dias, socióloga, dá-nos alguns exemplos: “Após o 25 de Abril, é evidente que há enumeras mudanças. As mulheres estão em força no mercado de emprego. Basta ver que temos mais de 50% de mão-de-obra feminina no mercado de emprego. Assistimos à feminização do Ensino Superior. As mulheres, cada vez mais, têm acesso a cargos de chefia e de gestão e, portanto, isto parece uma tendência irreversível.”
Os números relativos ao Ensino Superior são os mais reveladores destas mudanças: embora a taxa de analfabetismo feminina seja, ainda, praticamente dupla da dos homens (26,9% face a 14,4%), a verdade é que o número de raparigas que frequentam hoje as Universidades portuguesas é já superior ao dos rapazes. Para além disso, as taxas de progressão ou conclusão, nos anos terminais dos ciclos são sempre superiores no caso das raparigas, superioridade que se verifica também ao nível do aproveitamento escolar, onde o género feminino sai mais uma vez a ganhar.

As mulheres na política

Reconhece-se que em Portugal existe um desfasamento decorrente do facto de a lei se ter antecipado antes de nós nos termos emancipado, enquanto país. O processo pelo qual esta igualdade entre sexos foi instituída em Portugal marca a nossa sociedade de modo muito paradoxal. A sociedade portuguesa surge como uma série de imagens caleidoscópicas que variam consoante a luz que sobre ela fazemos incidir.


Quando a olhamos de um certo prisma, que não se deixe ofuscar pela presença das progressões-alibi a igualdade perante a lei aparece como uma peneira destinada a velar um quotidiano feito de profundas discriminações, quer directas, quer indirectas. Discriminações na vida social, mas sobretudo no mundo do trabalho e da política. O que acontece é que esta igualdade ocorreu de um dia para o outro, "de cima para baixo", em vez de ter tido lugar lentamente e "de baixo para cima", em relação íntima e atenta aos efeitos de outras mudanças sociais importantes para a emancipação das mulheres, como os processos de urbanização e a individuação.


A fraca urbanização e a persistência de laços familiares fortes obstaculizam, de facto, a difusão de estilos de vida mais individualizados e mais propícios à emancipação das mulheres, embora possam também ser vistos como apoios logísticos indispensáveis à autonomia económica que as mulheres procuram assegurar nos nossos dias.

O baixo grau de urbanização é, na verdade, indiciador da fraca expressão que entre nós têm as classes médias, o que se traduz, por seu turno, por um lado, no elitismo que caracteriza o sistema de ensino que repele largas camadas de jovens e, por outro lado, no défice de posições intermédias nas estruturas do emprego e da qualificação. Dilacerada por desigualdades estruturais, que o tempo e a acção humana teimam em não apagar, a sociedade portuguesa caracteriza-se por um profundo dualismo social que mantém afastadas entre si as elites políticas e sociais e a população em geral.

O 25 de Abril de 1974 foi um dia que simbolizou mudança para o país mas, em grande parte, para as mulheres, que até essa data eram completamente desavalorizadas. Não tinham qualquer valor, nem usufruiam de quaiquer direitos. O 25 de Abril trouxe a liberdade, mas às mulheres trouxe algo mais: trouxe os direitos que antes lhes eram vedados!

Veja agora um vídeo com testemunhos de Ilda Figueiredo, deputada no parlamento Europeu e uma abordagem a algumas mulheres na política nacional:








Veja ainda:
* A mulher nos provérbios e ditados populares
* O retrato da mulher durante o Estado Novo
* A Mulher depois de Abril
* O lado feminino do 25 de Abril

Tensão entre a Índia e o Paquistão: A reacção portuguesa

O Governo português expressou-se sobre esta situação de conflito através de um comunicado no seu site oficial.

Lamentando as vítimas e dando as condolências às famílias, o Governo português reiterou a condenação ao terrorismo, em particular, ao ataque na capital financeira da Índia.

O Governo de José Sócrates aproveitou para, neste momento, desaconselhar qualquer viagem para a região devido ao clima de tensão.

Em Portugal estima-se que haja cerca de 70mil indianos, é uma das comunidades não anglófonas mais presentes em Portugal, na base desta presença está a longa relação colonial que Portugal estabeleceu com Goa, Damão e Diu.

A comunidade paquistanesa é muito diminuta em Portugal, estima-se que sejam poucos mais de 2000 os paquistaneses em território Luso.


Veja também:
Turquia reage à tensão entre a Índia e o Paquistão.
Paquistão: falso telefonema provoca tensão com a Índia
A situação em Caxemira

O desenvolvimento da Vila e do Concelho de Vinhais...





“O concelho de Vinhais tem de ter um rumo. Quem governa, tem de saber o que quer, portanto, é preferível ter um mau caminho do que não ter caminho nenhum”, afirma o presidente da Câmara de Vinhais, Américo Pereira.


Vinhais parou no tempo durante cerca de 50 anos. Já vários presidentes estiveram no poder mas, na verdade, foi desde o seu mandato que Vinhais tem sofrido grandes transformações. O que o impulsionou a modificar Vinhais desta maneira? (Uma vez que até aqui não tinha havido esta iniciativa?)

Presidente Américo Pereira: Não sei se parou no tempo durante 50 anos, mas que a maior parte do aspecto urbano se mantinha inalterável desde os últimos 50 anos, é verdade. As revoluções a nível urbanístico que devem sofrer nos meios urbanos são importantíssimos para se afirmarem em determinado contexto de tempo, isto é, tal como nas nossas casas onde nos sentimos bem, esse estado de espirito depende da maneira como elas estão desenhadas, arranjadas, tratadas. A vila, é a nossa casa, onde vivemos, onde passeamos, onde trabalhamos, onde estão os filhos e a família, portanto, a vila tem de ter um ar urbano, de uma casa bem arranjada, limpa, com as soluções arquitéctonicas mais correctas. Tem de ser uma vila harmoniosamente apresentada, de forma a que as pessoas que cá vivem se sintam nela muito bem e, de forma a que as pessoas que nos visitam também se sintam bem, atraídas por este espaço e assim possam voltar. Foi por estes motivos que transformámos a vila e corajosamente agarrámos de frente fazendo com que as coisas acontecessem rapidamente, caso contrário continuaria tudo como era antes e o que tem de ser resolvido é para se resolver e o que é para ser feito tem de se fazer e foi isso que fizémos.


A vila de Vinhais enfrenta problemas de desertificação. O que poderia ser feito, ou o que está a ser feito para evitar que a população abandone indo para o litoral?


Américo Pereira: A desertificação é um fenómeno que não pode ser visto unicamente como um chavão, como qualquer coisa que enche as páginas dos jornais. A Europa sofre de desertificação, a população tem diminuido e o próprio país tem assistido à diminuição de população e, as zonas mais afectadas são as do interior. Tudo no interior sofre mais que no litoral, mas isso acontece também no resto dos países da Europa. A nossa vizinha Espanha, na zona da Raia é muito mais desertificada que o nosso concelho e está mais atrasada do que o nosso concelho e vai continuar. A desertificação é um flagelo mas é uma consequência da modernidade. As pessoas vão embora porque aqui não arranjam ocupação. Antigamente, a agricultura exigia muitos braços, muitos jovens e muitas mulheres para trabalhar e as pessoas ficavam, hoje isso não acontece. Hoje basta um homem e um tractor, sendo que, por isso, sobram braços humanos e este é o motivo da desertificação na nossa zona. No entanto, isto só por si não é mau, só é mau a partir do momento em que os equipamentos construídos (escolas, piscinas, campos de futebol, teatros, etc) não tenham gente suficiente para funcionar, porque enquanto isto não acontecer não é mau. Aliás, um dos motivos pelos quais se vive bem é não existir números exagerados em termos populacionais, se nós não continuarmos a perder população, não há mal nenhum. No entanto, isto não deve é baixar para níveis cujos equipamentos já não sejam rentáveis. Não podem estar, por exemplo, as piscinas a funcionar se só tiverem dois ou três utilizadores por dia. A população na vila de Vinhais tem aumentado assim como a produção. Nas aldeias não se verifica tanto isso, embora em algumas a população também tenha aumentado. A população tem aumentado na vila um pouco à custa da desertificação das aldeias uma vez que estas vêm para a vila pois é aqui onde estão fixados os equipamentos.

Para além da vila de Vinhais, as freguesias também têm melhorado. Em que aspectos tem melhorado?


Américo Pereira:
O que interessa e que já devia ter sido feito nas freguesias há muito tempo atrás, é que elas devem ter o fundamental para se viver hoje numa sociedade organizada e com condições de vida aceitáveis. Em primeiro lugar a questão da água. Ter água quer em quantidade quer em qualidade é fundamental. Depois a questão do ambiente também é importante e nesse sentido falo das questões dos resíduos, os lixos e dos resíduos, os saneamentos. A par disto vem também a questão das estradas escoltadas e também aquelas às quais é possível dar-lhes algum toque de urbanismo em determinadas zonas. É isto que está a ser feito nas aldeias.

Em termos de acessos a Vinhais, falou-se num itinerário Principal de Vinhais a Bragança e da melhoria da estrada até Mirandela. Este projecto já foi aprovado? Será realmente para avançar?


Amércico Pereira:
Recebi hoje o mapa com o traçado desse trajecto. Foi-me enviado a título particular para saberem a minha opinião. Esse itinerário Principal passa por Vinhais e pelo Santo António e passará dos actuais 32km para 20 km. Em 10 minutos a população estaria em Bragança.

Há duas estradas que são fundamentais para o concelho de vinhais, que são as ligações Vinhais-Bragança e a ligação Vinhais-Mirandela. A ligação Vinhais-Mirandela, anunciada pelo membro do Governo há 5 ou 6 meses, já está neste momento para se começar com o projecto de pavimentação entre Mirandela até Rebordelo. A estrada de Vinhais-Bragança é uma obra mais complicada uma vez que é completamente nova. Envolve determinados estudos e estamos a estudar o melhor traçado para que possa já estar construída quando estiver a autoestrada que vem de Lisboa. Será uma estrada caríssima.

Visto que Vinhais já evoluiu a diversas àreas, acha que ainda há muito caminho a percorrer para o desenvlvimento da vila? Em que aspectos?

Américo Pereira: O concelho de Vinhais tem de ter um rumo. Quem governa, tem de saber o que quer, portanto, é preferível ter um mau caminho do que não ter caminho nenhum porque esse caminho, esse objectivo, só se sabe se está bem ou mal traçado quando chegarmos ao fim. Temos de saber aquilo que queremos e os planos têm de estar bem definidos. Se vai ou não dar resultados, estamos convencidos que dará antes de termos a certeza.

O concelho de Vinhais passa por duas etapas a nível de desenvolvimento: turismo e valorização dos recursos naturais, ou seja, por um lado a castanha e o fumeiro e, por outro lado, o parque Natural de Montesinho, Parque Biológico, Natureza e gastronomia, e este é o caminho. A par disto mais serviços e mais emprego. Isto será o fundamental.



Jardim do Arrabalde em Vinhais. Situado no centro da Vila, quem passa centra as suas atenções nas belas fontes e pedras que se movem com um mínimo toque.

“ A maior parte do aspecto urbano mantinha-se inalterável desde os últimos 50 anos”, refere Américo Pereira, presidente da Câmara de Vinhais

Suzana Rodrigues ... Nr. 13667

A carne de porco irlandesa apreendida em Portugal estava contaminada.


Resultados das análises comprovam presença de dioxinas na carne apreendida





Os resultados são positivos. A carne importada da Irlanda apresenta valores de toxinas superiores aos legalmente aceites, tal como afirma o Ministério da Agricultura.

Após estas revelações, o ministério foi obrigado a tomar medidas que passam pela destruição das 30 toneladas de carne contaminada.

O Ministro da Agricultura, Jaime Silva, refere que “o facto de a quase totalidade das carnes ter sido retirada do mercado em tempo oportuno permite afirmar com segurança que os consumidores portugueses não estiveram expostos a estas contaminações, pelo que não existe qualquer motivo de preocupação.

O Governo assegura ainda que o nível de toxinas apesar de fora do normal, era muito baixo e que não tinha o mínimo efeito sobre a saúde dos consumidores.

Mais de 12 países afectados com a carne contaminada

Os apoios aos imigrantes...


Trabalhando essencialmente na construção civil e nas limpezas, os imigrantes portugueses deparam-se, logo à partida, com inúmeras dificuldades. A língua inglesa, as temperaturas baixas no Inverno, as saudades de Portugal, as inúmeras horas de trabalho são apenas exemplos de tarefas difíceis para os recém-chegados.

Seguidamente, o vídeo demonstra um pouco da vida dos portugueses no Canadá...




Ficha Técnica:

Edição e Montagem: Patrícia Araújo

Imagens: Cidade de Toronto


Sendo o Canadá um país que recebe inúmeros imigrantes, este tem ao seu dispor departamentos de apoio aos portugueses, os consulados locais, as organizações das comunidades, etc. Todos se orgulham se viver num país onde se sentem integrados, sendo que a saudade dos seus familiares que ficaram longe diminui.